Tatuadores reproduzem bico dos seios para mulheres com o câncer de mama

Tatuadores reproduzem bico dos seios para mulheres com o câncer de mama

Você sabia que o câncer de mama é o segundo que mais atinge as mulheres, ficando atrás apenas do de pulmão?

Para se ter uma ideia, cerca de 520 mil casos são tratados todo os anos. E, mesmo sendo considerado uma doença de bom prognóstico, os índices de mortalidade ainda são grandes. A cura, no entanto, é possível, o que torna os exames de rotina fundamentais para prevenção. Para aquelas que se viram livres do câncer algumas marcas podem permanecer: a perda da aréola e do mamilo. “Na maioria dos casos de câncer de mama é possível preservar a região. Só é necessário retirá-la quando está acometida por câncer”, conta o Dr. Daniel Francisco Mello, Cirurgião Plástico especializado em Cirurgia Estética, Reconstrutora e Crânio Maxilo Facial.

Ainda assim, é possível reconstruir a área por meio da cirurgia plástica. Através dela a papila, conhecida como o “bico do seio”, e a aréola são refeitas com retalhos de pele da mama ou enxerto de parte do mamilo da outra mama, explica o Dr. Luís Felipe Maatz, Cirurgião Plástico, Especialista em Reconstrução Mamária. “Do ponto de vista funcional, não é possível a mesma sensibilidade que a aréola e mamilo natural teriam. É uma alternativa para minimizar o problema, mas que traz uma grande satisfação para as pacientes, reduzindo a sensação de mutilação”, diz o Dr. Daniel Francisco Mello. Neste caso, a cirurgia de reconstrução mamária, assim como outras cirurgias plásticas, tem como objetivo melhorar a forma dos tecidos operados. “A mama é uma das principais marcas externas da feminilidade e a sua perda, parcial ou total, traz prejuízos na imagem corporal. Quando o cirurgião plástico realiza a reconstrução mamária, atua de maneira significativa na melhora da autoestima da mulher”, finaliza o Dr. Luís Felipe Maatz, Cirurgião Plástico.

Em casos deste tipo as pacientes também podem contar com a ajuda de tatuadores, que trazem de volta o desenho original da aréola e do mamilo. Com técnicas variadas, eles se empenham ao máximo para finalizar a luta que elas travaram contra o câncer. Conheça alguns deles e inspire-se nos traços e na delicadeza que cada um procura trazer para mulheres fortes e cheias de histórias.

Já faz 10 anos que o Gil realiza tatuagens em mulheres que passaram pelo câncer. Depois da liberação médica, ele é o responsável pelo último passo, aquele que “realmente tenta fazer com que a mulher esqueça um pouquinho da dor causada pelo câncer”. Ele mistura técnicas de realismo e de micropigmentação para refazer o desenho das aréolas. “Faço isso por amor ao próximo. É uma grande alegria ajudar uma pessoa que sofreu tanto com a doença, que lutou entre várias e várias sessões de quimioterapia, radioterapia e cirurgia”. O tatuador não cobra nada pelo procedimento, apenas que a mulher siga feliz. “Nada paga a minha função de devolver a autoestima para aquelas que passaram por isso”, diz. Onde encontrar o Gil: Empire Tattoo Shop/Telefone: (12) 99630-6088.

Tudo começou há 15 anos quando uma cliente que havia passado pela mastectomia procurou o Sergio para fazer uma tatuagem que cobrisse as suas cicatrizes. Porém, ela não gostava de tatuagens, mesmo assim queria fazer o procedimento. “Pensei e acabei sugerindo fazer a aréola ao invés de um desenho, mantendo a naturalidade do seio. Ela aceitou e foi assim que comecei esse trabalho super gratificante”, diz. O tatuador conta que se inspirou nas técnicas de pinturas realistas, mas que hoje usa uma versão criada por ele mesmo, com luz e sombra e pigmentos que combinam com o tom de pele da cliente. Sergio também garante que a tatuagem fique na pele pelo resto da vida, sem a necessidade dos retoques trimestrais típicos da micropigmentação. O procedimento é pago, mas ele também possui uma parceria de desconto com o Instituto Quimioterapia e Beleza e o Pitada Positiva. Além disso, o Sergio, por iniciativa própria, abriu um programa de atendimento gratuito para aquelas que não tem condições e foram atendidas pelo SUS. Nestes casos, com autorização e liberação do médico e uma carta com o carimbo do SUS, ele atente de forma gratuita 4 mulheres ao mês. “Nosso objetivo é ajudar a cliente a resgatar sua autoestima. É um processo delicado. Primeiro, temos que entender toda a luta que esta mulher passou. Precisamos saber o que ela busca e porque quer fazer esse procedimento. Normalmente, desejam se sentir bem ao se olharem no espelho, sem ter que se lembrar do que passaram ao verem suas cicatrizes. No fim da sessão, elas saem como se tivessem encerrado um ciclo, ou estivessem iniciando um novo. Às vezes choram, sorriem, abraçam e ficam muito felizes e com a sua autoestima resgatada.”, conta.

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