11-fatos-sobre-o-silicone-que-podem-ajudar-na-sua-decisao

11 fatos sobre o silicone que podem ajudar na sua decisão

13/04/18 - Gazeta OnLine


Apesar da colocação de próteses nas mamas estar se tornando algo cada vez mais comum para as mulheres, ainda existem dúvidas.

O implante de silicone tem se tornado uma prática cada vez maior e mais comum entre as mulheres. De acordo com o último Censo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), em 2016, houve um aumento de 19,6% no número de cirurgias para aumento das mamas. Foram 288.597 procedimentos só em 2016. Porém ainda existem dúvidas e mitos, e para te ajudar na decisão de fazer ou não a cirurgia. Dr. Luís Felipe Maatz, cirurgião plástico e especialista em reconstrução mamária, responde algumas dúvidas sobre o assunto:

A prótese pode camuflar diagnósticos de exames de imagem, como mamografia ou ultrassom?

A presença de próteses mamárias não interfere na realização dos exames para detecção de doenças mamárias. Pode-se fazer normalmente a mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética.

Pode haver rejeição por parte do corpo? Se acontecer, qual o procedimento?

Na verdade, não existe “rejeição” de qualquer prótese pelo corpo humano. O que pode ocorrer é um processo infeccioso ou inflamatório ao redor da prótese. Em alguns casos, pode ser necessária a retirada temporariamente. Após o tratamento adequado e finalizado do processo infeccioso ou inflamatório, é possível rever a nova implantação do silicone.

Existe uma idade específica para melhor colocação da prótese?

A idade mínima para a colocação de próteses é definida individualmente: as mamas devem ter completado totalmente sua formação e crescimento, o que se dá por volta dos 16 anos. Não há idade máxima para se colocar ou trocar a prótese de silicone, desde que as condições de saúde da paciente permitam uma cirurgia segura.

Como saber o tamanho ideal para cada biotipo?

A definição do tamanho ideal para cada paciente leva em conta diversos fatores: desejo da paciente, volume, medidas e forma inicial das mamas, medidas de altura e largura da caixa torácica, entre outros. Somente após uma consulta com um cirurgião plástico é que podemos definir o volume que deverá ser utilizado na cirurgia.

Hoje, há uma série de tipos de prótese. Como saber qual a mais segura?

Assim como na escolha do tamanho, vários fatores influenciam nessa escolha. Na consulta com o cirurgião plástico, há a exposição dos diversos tipos de próteses e definição da mais adequada para cada paciente.

Existe perigo de estourar ou vazar?

Há, sim, o risco de rompimento da prótese. Estudos atuais indicam taxas variáveis entre 1 e 5% ao longo de 10 anos. O fenômeno de vazamento (bleeding) tem diminuído muito ao longo dos anos. Atualmente, é mais raro, devido à melhoria constante da qualidade das próteses, que possuem hoje um gel de preenchimento e camadas de revestimento mais resistentes.

Após a prótese, a sensibilidade continua a mesma?

Pode haver diminuição da sensibilidade das mamas, geralmente parciais e reversíveis. Alguns estudos apontam que a maioria das pacientes que permaneceram com alteração da sensibilidade fariam a cirurgia novamente. Isso indica que a melhoria da autoestima supera eventual alteração da sensibilidade.

É possível amamentar normalmente? O silicone pode interferir na produção do leite?

Se a prótese for colocada via inframamária (incisão embaixo das mamas) ou pela via axilar, não há cortes na glândula nem nos ductos mamários. Assim, não há prejuízo na amamentação.

É necessário trocar a prótese depois de um determinado tempo?

As próteses atuais não possuem “prazo de validade”. Só há necessidade de troca em caso de alguma complicação, como ruptura.

Caso a paciente opte por um tamanho maior que o ideal para seu biótipo, há algum risco? Quais?

Sim. Há maior possibilidade de desenvolvimento de estrias e sinmastia (quando as mamas se unem na região central do tórax).

Como é a recuperação?

O período de recuperação da cirurgia de próteses mamárias é relativamente curto. Durante a primeira semana, há necessidade maior de repouso. Havendo uma boa evolução, eventos sociais, como um jantar, encontro de amigos ou um passeio curto, já estarão liberados. Em cerca de três semanas, a paciente já retomou grande parte de suas atividades habituais, incluindo exercícios físicos moderados. Vale lembrar que o ideal é sempre procurar um especialista que seja membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.




Contato